sábado, junho 05, 2010

O que é a «GINÁSTICA OCULAR»?


Estas duas palavras já dizem tudo: trata-se de movimentos dos olhos. Realiza-se sob as mesmas leis de toda a ginástica física, com o objectivo de fortificar os músculos e de ajudar a circulação, ou seja aperfeiçoar a circulação e a capacidade de todas as partes físicas que tenham relação com os olhos.
Cada parte do nosso corpo tem a sua própria função. Para a cumprir, é necessário desenvolvê-la com toda a liberdade possível. A ginástica ocular tem a missão de que a vista defeituosa chegará a normalizar-se; no entanto, os óculos impedem-no.

-(Para ilustração, nada melhor do que o relato dos quatro casos seguintes).

Dou um exemplo para demonstrar que às vezes parecem suceder milagres.

Um dia, visitou-me uma professora, que veio expressamente de Mendoza, a fim de procurar melhorar a sua vista. Usava óculos, permanentemente, havia já uns cinco anos. Em virtude de ter feito a viagem aproveitando o período de férias, não dispunha de mais de quinze dias. Estávamos a 10 do mês de Julho. O exame revelou que a sua vista era realmente deficiente. De três metros de distância apenas podia distinguir uma letra de nove centímetros de altura e de perto a sua visão não alcançava nem a metade.
Ela deu nove lições de meia hora cada uma e já na quinta lição se registou notável melhoria. No final da nona lição, a sua vista estava corrigida.
De três metros de distância, lia a última linha que lhe corresponde e, melhor ainda, de perto. A 90 centímetros lia letras pequenas, que correspondem a ver de 75 centímetros de distância. Este êxito parece um milagre!
Para demonstrar que a visão corresponde ao estado geral do corpo físico, relato o seguinte caso:
Um aluno meu, rapaz de catorze anos de idade, cujo pai é médico. O rapaz desejava entrar na Escola Militar.
Um dos olhos tinha a visão normal, mas o outro possuía uma visão deficiente. O seu progresso foi lento, pois tinha muito que estudar no colégio. No fim do ano escolar, faltava-lhe pouco para alcançar a visão normal. No ano seguinte voltou para aperfeiçoar a vista. Sucedeu o que se tinha previsto: após grande descanso, com férias passadas no campo, a sua visão tinha-se tornado normal. Continuava, porém, com as lições de ginástica ocular. Pouco a pouco, a vista começou a falhar novamente. Pouco tempo depois, chegaram as férias de Inverno. A criança, livre de todo o estudo, fez uma viagem por toda a província de Córdova, que durou duas semanas. Ao voltar desta via gem, a sua visão era novamente normal. Então intensificou-se, mais do que nunca, o seu trabalho escolar, pois à noite ainda assistia a lições num colégio.

Nessa altura já compreendia a causa da sua visão insuficiente e expliquei o resultado das minhas observações à mãe, com a seguinte recomendação: «Antes dos exames, afaste o seu filho dos estudos por uns oito dias; mande-o para o campo, para que, ao ar livre, se divirta à vontade.
É claro que, durante estes oito dias, não deve estudar, pois aproveitará mais quando estiver descansado e fortalecido.
Estou convencida de que, assim, os seus exames físicos e intelectuais darão resultados mais satisfatórios.» Assim foi, de facto. Ingressou na Escola Militar e nunca mais se queixou de má visão.
Dei lições a um cavalheiro da alta sociedade, com 75 anos de idade. Sofria de hipermetropia e com um dos olhos tinha dificuldade em ver nitidamente as imagens. Tinha lido todos os livros sobre o assunto «exercícios oculares» e sabia-os de memória.
Após umas poucas de lições que lhe dei, comunicou-me que se considerava muito feliz por me ter encontrado, pois, guiando-se apenas pelos livros, não conseguia realizar bem os exercícios, os quais, uma vez executados perfeitamente, lhe corrigiam os defeitos da vista, que é agora melhor do que a chamada «vista normal», seja para objectos situados perto ou longe. Além disso, manifestou que o ter-me encontrado significava para ele mais do que o descobrimento da América. Seis meses antes, tinha sofrido um grave acidente, em consequência do qual tinha perdido muito a memória. Também esta a recuperou por completo, demonstrandonos assim, de forma evidente, a relação entre os olhos e a memória.
Uma vez escritas estas linhas, li-as a este senhor, pedindo-lhe autorização para as publicar! «Como não - respondeu-me -, pois se tudo isso é a pura verdade!»

Um dia fui visitada por uma senhora com uma filha de 14 anos de idade. Quando passaram diante de mim, percebi que a menina manifestava um evidente antagonismo para com a minha pessoa. Sofria de miopia de 3/4 da visão normal e astigmatismo. A senhora encontrava-se desesperada,
não só pelo defeito visual de sua filha, mas também pelo aspecto anti-estético dos óculos, que desfiguravam o rosto da menina.
É de compreender o que a mãe sofria com o constante mau humor da filha, a qual até se negava a receber as lições de ginástica ocular.
Após seis lições, a menina corrigiu a visão por completo. A mãe inteirou-me da mudança que se operou na personalidade da filha, uma vez que esta já tinha a vista normalizada: o seu carácter tornou-se alegre e desapareceu lhe o complexo de inferioridade de que sofria. Os estudos, em que antes já era boa aluna, apesar dos enormes esforços que fazia para estudar com a vista defeituosa, leva-os agora a cabo com relativa facilidade.

Finalmente, como experimentou em si própria os benefícios que resultam duma boa vista e sabe o bem que este sistema pode trazer à humanidade, decidiu encaminhar os seus estudos de tal modo que também poderia dedicar-se ao ensino da ginástica ocular. Ela sentia, com o seu entusiasmo juvenil, o que estas poucas palavras significam: – A ginástica ocular é uma obra humanitária de primeira ordem.

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O livro em PDF é oferecido gratuitamente na internet e pode ser baixado aqui
A liguagem deste livro e deste texto, pertencente ao mesmo, é o português de Portugal.
Imagem: Google

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