O futuro quântico da Medicina

Einstein, em uma de suas famosas observações, diz que: “Na ciência, as leis e os fatos que hoje reinam triunfantes, amanhã serão destronados.” Quem pode, então, ser dono de uma verdade definitiva?

No momento atual, reina no mundo da física, a Teoria Quântica, mas, infelizmente, aqueles ramos do saber que estão diretamente ligados ao bem-estar do ser humano, como a Medicina, Psicologia, Economia, Agronomia e a Educação, ainda estão sob o reinado da física cartesiana de Newton, do dualismo e do reducionismo de Descartes, do método empírico de Francis Bacon, do filósofo e sociólogo John Locke e, antes desse, do filósofo Thomas Hobbes. Esses senhores, principais pensadores e cientistas dos séculos XVII e XVIII, período denominado de Iluminismo, muito contribuíram para a evolução material das sociedades, mas, em contrapartida, até hoje, estamos pagando caro por suas conclusões, em muitos aspectos.

Seus pensamentos e teorias levaram à separação do corpo e do espírito e do homem com a natureza. Transformaram a natureza mãe em uma máquina regida por leis mecânicas. Desta forma, declararam Francis Bacon e Descartes, respectivamente: “A natureza tem que ser acossada em seus descaminhos, obrigada a servir, escravizada, reduzida a obediência e o objetivo de todos os cientistas é tirar da natureza, sob tortura, todos os seus segredos”; “Todos os fenômenos complexos podem ser conhecidos se reduzidos (reducionismo) às suas partes constituintes.” Essas afirmações produziram uma profunda mudança em todos os segmentos das sociedades humanas, em seu modo de pensar e de agir.

Na Medicina, por influência do reducionismo, reduziu-se a enfermidade à doença. A enfermidade é uma condição do ser humano como pessoa total, enquanto a doença é a condição de uma determinada parte do corpo. Nesse processo de redução da enfermidade à doença, desviou-se a atenção do médico, que deixou de ver o paciente como um todo para cuidar, apenas, de partes do mesmo. Isso é o mesmo que acreditar que o todo é a soma de suas partes e que a soma de todos os finitos é o infinito. Morre a visão holística e nascem as especialidades médicas. A doença passou a ter importância, valorizou-se a terapia com base quase que unicamente em medicamentos. O indivíduo passa a ser passivo (paciente) na solução de seus males. Não é compelido a tomar atitudes em prol de uma saúde, mas, sim, a tomar medicamentos. Crescem, vertiginosamente, as indústrias farmacêuticas e com elas a propaganda milionária junto aos estudantes de Medicina e aos médicos, fazendo-os crer que pequenas pílulas podem curar os males, quando, na verdade, na maioria das vezes, apenas os remediam, cronificando-os cada vez mais.

Felizmente, no máximo de uma atitude Yang já existe a semente da atitude Ying. Depois de uma tempestade, brilha o sol, e esse novo sol é a Física Quântica. Ao contrário do ponto de vista mecanicista cartesiano, a nova visão trazida à luz pela Física Quântica caracteriza-se por palavras como orgânica, holística e ecológica. Aqui, o universo deixa de ser visto como uma máquina composta de uma infinidade de objetos, para ser descrito como um todo dinâmico, indivisível, cujas partes estão, essencialmente, inter-relacionadas. Não pode mais ser mantida a nítida divisão cartesiana entre matéria e mente, entre o observado e o observador e não podemos falar da natureza sem, ao mesmo tempo, falarmos sobre nós mesmos. Ela derrubou o mito da ciência isenta de valores. No nível subatômico, campo de estudo da Física Quântica, as inter-relações e interações entre as partes do todo são mais fundamentais do que as próprias partes; é o enaltecimento do coletivo sobre o individual. Como disse Bohr: “As partículas materiais isoladas são abstrações e suas propriedades são definíveis e observáveis somente através de sua interação com outros sistemas.” É o mesmo que dizer: “Há movimento mas não existe, em última análise, objetos moventes; há atividade mas não existem atores; há a dança, mas não existem dançarinos.” A parte isolada não tem sentido e, portanto, não existe por si só. A sua integração com o todo é a realidade.

De acordo com esses novos conhecimentos, o elétron (uma subdivisão do átomo) pode se manifestar como onda ou partícula e , ao mesmo tempo, ser onda e partícula. Mas é o observador que torna concreta uma ou outra dessas realidades possíveis, inerentes ao elétron. Sem o observador, o elétron não é onda nem partícula, simplesmente não existe de forma concreta, mas apenas as suas possibilidades de manifestação. Trazendo esses conhecimentos para o nosso cotidiano, podemos dizer que somos nós, com a nossa consciência, que tornamos manifestas as inúmeras possibilidades existentes. Como disse Jesus, “o que ligares na terra estará ligado no céu”. Somos nós que enxergamos e que podemos tornar realidade tanto o mal quanto o bem. Como vemos a vida, assim é que ela é. Somos o que pensamos ser. Sempre acontece o que acreditamos. Lembremos, novamente, o Mestre: “Não, mulher, não fui Eu, mas, sim, a tua fé que te curou.” Se quisermos ser diferentes do que hoje somos, hoje já temos que pensar diferente. “O que plantarmos, ceifaremos.”

De acordo com o que foi dito, vê-se claramente quanto arrogante e, ao mesmo tempo, determinante é o médico que, embasado em conhecimentos puramente materiais, emite um parecer de morte certa, com um tempo certo, a um paciente. Por exemplo: “O(A) senhor(a) tem câncer e tem 3 meses de vida.” Como podemos prever alguma coisa, com certeza, em pessoas quânticas, vivendo em um mundo quântico de inúmeras possibilidades? Precisamos de mais opiniões e mais colegas que tenham dúvidas sobre as “verdades” profetizadas pelos médicos enraizados no materialismo da Medicina. A palavra de um médico é muito forte, pode levar o paciente a acreditar em uma sentença de morte e, assim, passivamente, desanimado, desistido, vir realmente a falecer, uma vez que, de acordo com os conhecimentos da Física Quântica, são as nossas atitudes no presente que determinam a nossa vida no futuro. Precisamos de mais médicos que tornem breve, urgente, o futuro quântico da Medicina. Precisamos modificar essas mentes reducionistas e cartesiano-mecanicistas que vêem impossibilidades materiais em um mundo quântico, onde, ao contrário, todas as possibilidades são prováveis, dependendo do observador. É da natureza do pensamento tomar forma.
=========

Lauro Sérgio Belchior é especialista em Nutrologia; clínico e cirurgião geral; vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular e Radicais e presidente da Associação Goiana de Medicina Ortomolecular
=========
fonte: http://www.dm.com.br/impresso/7629/opiniao/50508,o_futuro_quantico_da_medicina

Postagens mais visitadas deste blog

JUSTIÇA FEDERAL E A HOMEOPATIA

O Templo das Emoções