quinta-feira, agosto 07, 2014

Música contra o câncer



12.6.11


Música contra o câncer e a A Música e seus efeitos terapêuticos

Música contra o câncer
Células tumorais expostas à "Quinta Sinfonia", de Beethoven, perderam tamanho ou morreram
Publicada em 29/03/2011 às 09h02m
Renato GrandelleRIO - Mesmo quem não costuma escutar música clássica já ouviu, numerosas vezes, o primeiro movimento da "Quinta Sinfonia" de Ludwig van Beethoven. O "pam-pam-pam-pam" que abre uma das mais famosas composições da História, descobriu-se agora, seria capaz de matar células tumorais - em testes de laboratório. Uma pesquisa do Programa de Oncobiologia da UFRJ expôs uma cultura de células MCF-7, ligadas ao câncer de mama, à meia hora da obra. Um em cada cinco delas morreu, numa experiência que abre um nova frente contra a doença, por meio de timbres e frequências.
A estratégia, que parece estranha à primeira vista, busca encontrar formas mais eficientes e menos tóxicas de combater o câncer: em vez de radioterapia, um dia seria possível pensar no uso de frequências sonoras. O estudo inovou ao usar a musicoterapia fora do tratamento de distúrbios emocionais.
- Esta terapia costuma ser adotada em doenças ligadas a problemas psicológicos, situações que envolvam um componente emocional. Mostramos que, além disso, a música produz um efeito direto sobre as células do nosso organismo - ressalta Márcia Capella, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, coordenadora do estudo.
Clique aqui para ouvir a Quinta Sinfonia
Como as MCF-7 duplicam-se a cada 30 horas, Márcia esperou dois dias entre a sessão musical e o teste dos seus efeitos. Neste prazo, 20% da amostragem morreu. Entre as células sobreviventes, muitas perderam tamanho e granulosidade.
O resultado da pesquisa é enigmático até mesmo para Márcia. A composição "Atmosphères", do húngaro György Ligeti, provocou efeitos semelhantes àqueles registrados com Beethoven. Mas a "Sonata para 2 pianos em ré maior", de Wolfgang Amadeus Mozart, uma das mais populares em musicoterapia, não teve efeito.
- Foi estranho, porque esta sonata provoca algo conhecido como o "efeito Mozart", um aumento temporário do raciocínio espaço-temporal - pondera a pesquisadora. - Mas ficamos felizes com o resultado. Acreditávamos que as sinfonias provocariam apenas alterações metabólicas, não a morte de células cancerígenas.
"Atmosphères", diferentemente da "Quinta Sinfonia", é uma composição contemporânea, caracterizada pela ausência de uma linha melódica. Por que, então, duas músicas tão diferentes provocaram o mesmo efeito?
Aliada a uma equipe que inclui um professor da Escola de Música Villa-Lobos, Márcia, agora, procura esta resposta dividindo as músicas em partes. Pode ser que o efeito tenha vindo não do conjunto da obra, mas especificamente de um ritmo, um timbre ou intensidade.

Em abril, exposição a samba e funk
Quando conseguir identificar o que matou as células, o passo seguinte será a construção de uma sequência sonora especial para o tratamento de tumores. O caminho até esta melodia passará por outros gêneros musicais. A partir do mês que vem, os pesquisadores testarão o efeito do samba e do funk sobre as células tumorais.
- Ainda não sabemos que música e qual compositor vamos usar. A quantidade de combinações sonoras que podemos estudar é imensa - diz a pesquisadora.
Outra via de pesquisa é investigar se as sinfonias provocaram outro tipo de efeito no organismo. Por enquanto, apenas células renais e tumorais foram expostas à música. Só no segundo grupo foi registrada alguma alteração.
A pesquisa também possibilitou uma conclusão alheia às culturas de células. Como ficou provado que o efeito das músicas extrapola o componente emocional, é possível que haja uma diferença entre ouví-la com som ambiente ou fone de ouvido.
- Os resultados parciais sugerem que, com o fone de ouvido, estamos nos beneficiando dos efeitos emocionais e desprezando as consequências diretas, como estas observadas com o experimento - revela Márcia.

fonte: http://orquestramaestrojuliodecastro.blogspot.com.br/2011/06/musica-contra-o-cancer-e-a-musica-e.html

segunda-feira, agosto 04, 2014


Projeto facilita aprendizado sobre exame neurológico

Publicado em Boa ideiaEnsino
03 de julho de 2014
Já está no ar, através do portal MinhaUFMG, o site do Projeto Exame Neurológico, desenvolvido por professores e alunos da Faculdade de Medicina da UFMG. Trata-se de uma plataforma de ensino virtual que oferece material de apoio para que o estudante de medicina possa aprofundar seus conhecimentos para realizar corretamente o exame neurológico.
A coordenadora do projeto e professora do Departamento de Clínica Médica (CLM), Sarah Teixeira Camargos, reforça que esta é uma ferramenta a mais para auxiliar os alunos da graduação. “Agora, o estudante tem a oportunidade de ver quadros neurológicos alterados em vídeo que ele não conseguiu ver em aula. Então, é uma forma de ajudar esse aluno a ter mais contato com o exame”, explica.
A ideia surgiu quando o Departamento de Clínica Médica foi contemplado com o Projeto de Incentivo à Qualidade do Ensino da Graduação (PIQEG). Foram oferecidas quatro bolsas para estudantes da graduação, que desenvolveram o site em oito meses. Atualmente, seis alunos trabalham voluntariamente no projeto, juntamente com a professora Sarah Camargos, e contam com a colaboração dos professores Paulo Caramelli e Francisco Cardoso, também do CLM.
Exame neurológico
O site é uma plataforma de vídeos curtos que não tem som, apenas imagem, e conta com as seções exame normal; exame alterado; correlações anatomoclínicas e material didático.  No “exame normal”, a atividade é feita com os próprios alunos, para lembrar como o exame é realizado. Já no “exame alterado”, os vídeos foram gravados com pacientes,  sem a identificação da face. Também existe a parte “correlações anatomoclínicas”, em que desenhos anatômicos, feitos por um estudante, mostram a correlação anatômica e clínica em vídeo do exame neurológico.  Há ainda o “material didático” disponível para download de guias de bolsos e livros.  Além disso, o site ainda tem seção de contatos, equipe do projeto e bibliografias indicadas.
O site do “Projeto Exame Neurológico” só pode ser visualizado por estudantes da universidade, através do login no MinhaUFMG. A intenção é que, futuramente, o acesso seja liberado para que outras pessoas tenham acesso.
Ainda de acordo com a professora Sarah Camargos, o site “é uma forma complementar de aprendizado e o nosso objetivo é que estudantes fiquem familiarizados com o exame e tenham mais interesse na área, além de manter um canal de comunicação para alunos, professores e comunidade acadêmica”, avalia.



http://www.medicina.ufmg.br/noticias/?p=40420


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